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Últimas Notícias (144)

Terça, 24 Outubro 2017 00:29

Aprovação para profissão Religiosa

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A Madre Gorette convocou a comunidade para a votação ao pedido da noviça Ana Rita para fazer sua 1ª profissão Religiosa, a qual foi atendida por unanimidade. Após a votação a Madre pediu que chamasse a noviça Ana Rita para acolhê-la na comunidade e dar lhe a boa notícia, com alegria e abraços das Irmãs e assim encerrando com uma salve Rainha para agradecer a Deus pelo bom êxito de mais um membro que entra na comunidade.

Ir. Maria Luiza, OSsR

Quinta, 19 Outubro 2017 22:56

Noviciado Ir. Silvana

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No último dia 10 de junho de 2017 nossa comunidade se alegrou com o ingresso de mais uma candidata em nossa comunidade monástica. Após um período de experiência a candidata Silvana de Nazaré ingressou na etapa de formação do noviciado. Ela já havia professado os votos religiosos na Ordem da Conceição da Bem Aventurada Virgem Maria, portanto, segundo as constituições da Ordem do Santíssimo Redentor, as religiosas vindas de outro instituto religioso farão o ano canônico de noviciado. Rezemos que ela seja fiel no chamado do Redentor.

 

 

 

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Domingo, 18 Dezembro 2016 15:39

Noviciado da Ir. Ana Rita

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Com alegria anunciamos o ingresso no noviciado da jovem Ir. Ana Rita no Mosteiro de Itu-SP. O rito de ingresso ocorreu no último sábado dia 17 de dezembro de 2016 às 18h00min. Rezemos por sua perseverança e fidelidade ao chamado do Senhor

 

Veja seu testemunho vocacional

 

      ”Avance para as ás Águas mais profundas”...  

    

O que em minha pequenez pude experimentar de Deus e entender de suas graças,

partilharei um poucodesta minha caminhada até aqui.

Chamo-me Ana Rita, nasci em salinas – MG. Foram meus pais: Joana Maria da Rocha e Antônio Pereira Silva. Fui criada num ambiente familiar de mais 9 irmãos, numa família unida e honesta, onde desde o berço bebíamos os valores humano – cristãos, que foram alicerçando a minha vida.

Como descobri o chamamento de Deus na minha Vida?

O que poderei dizer que as primeiras lembranças que conservo do despertar vocacional, ocorreram pelos 15 anos de idade. E com esta idade já estava ingressada no grupo de jovens, JLM (Juventude Legião de Maria). Fiz uma caminhada de aprofundamento da fé. E a parti daí começou no mais profundo do meu ser uma inquietação existencial que eu não entendia, nem compreendia sobre tudo o que se passava comigo ...rezava muito pelas vocações, para que Jesus chamasse muitos e muitas jovens a segui-lo. Nunca rezei por mim para que eu fosse uma freira, pois achava que não tinha qualidades suficientes para ser uma boa religiosa. Até então aoouvir o Evangelho do seguimento de Jesus, e o que me tocou profundamente foi a palavra “ Vem e Segue –me” isso ecoava ainda mais profundo no meu ser, então foi ai que percebi que esta palavra era dirigida a mim, ai eu não me resisti mais, procurei um padre fundador de um instituto diocesano, e manifestei a aspiração de me consagrar a Jesus, e imediatamente já recebi uma resposta para a aprovação  para o meu ingresso no Instituto. Mas antes de conhecê-lo, eu já sentia uma grande inclinação para a vida contemplativa, porém o medo e a insegurança, me impediam de avançar nos desígnios de Deus. Ao longo da caminhada, Deus foi me revelando que não era naquele Instituto que deveria permanecer. Decidi deixar o Instituto e procurar um outro estilo de vida, e vindo para São Paulo, fui visitar um parente próximo a cidade de Itú. Neste mesmo dia fui a cidade de Itú, e visitei as Irmãs Redentoristas da ordem do santíssimo Redentordo Mosteiro da Imaculada Conceição, foi através desta visita as monjas Redentoristas, que pude ver claramente que era este tipo de vida que Jesus sempre desejou para mim, senti uma forte inspiração de vir para o mosteiro, mas não poderia entrar sem antes fazer um acompanhamento vocacional, e foi a parti dai que deu início ao acompanhamento vocacional por 9 meses, mas como tive a tentação de cair ao desânimo,não quis saber de dar continuidade aos encontros em preparação ao meu ingresso no Mosteiro. Decidi ir trabalhar, terminar meus estudos acadêmicos, e procurei me atuar na paróquia como catequista e na animação litúrgica, tocando nas celebrações. Depois de um longo tempo, pensava novamente me ingressar no Mosteiro, mas não sabia como, depois de vários contatos com o Fr. Jefferson Nunes Redentorista, que hoje sendo o meu diretor espiritual, começou a me fazer vários questionamentos em relação a minha vocação, e isso foi suscitando no meu coração o desejo de me consagrar a Deus na vida contemplativa. E assim depois de um curto acompanhamento espiritual, resolvi experimentar a vida das Monjas Redentoristas.Neste período, tive que ter a fé de Abraão, disposta a fazer aquilo que acreditava ser a vontade de Deus para a minha vida. O momento da minha partida foi muito difícil, mas consegui com a graça de Deus, e me encontro aqui hoje como noviça do ano canônico, estou firme e perseverante na vida contemplativa a serviço da Igreja.Sou muito grata a Deus, por ter me chamado para esta ordem, por me dar a oportunidade de vê-lo em minhas Irmãs e por me ensinar que a cada dia minha vocação é somente amar e doar-me. Também agradeço a Deus, pela graça com que me presenteou de ter o meu orientador espiritual,Fr. Jefferson Nunes, que é o rosto visível de Deus para mim, e que sempre está me apoiando e rezando pela minha perseverança. Que Deus o ilumine sempre, concedendo-lhe fidelidade e perseverança em suas inspirações.

Deixo, um apelo para aqueles e aquelas que desejam uma palavra de encorajamento. Diria-que vale a pena deixar tudo para buscar aquele que sempre está nos procurando e que com certeza nunca iremos sozinhos nesta busca, pois temos irmãos,companheiras de viagem, Deus ama-Te com amor eterno, Deixa-Te envolver por esse amor e encontrarás o maior tesouro da tua vida!

Um grande abraço fraterno, lembranças nas orações!

Ir. Ana Rita, O.SS.R.


 

 

Segunda, 21 Novembro 2016 01:56

Nova madre em Itu

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No último dia 18 de novembro de 2016 (sexta feira), Dom Vicente Costa, bispo da Diocese de Jundiai esteve visitando nossa comunidade. Esse dia foi marcado pela eleição da nova priora, Madre Maria Gorete.


Conheça o testemunho Vocacional da Nova madre:

Desejava muito ser pessoa orante, cultivar a oração pessoal e rezar pelos outros, pelo mundo. Obtive informação por um Padre Redentorista sobre as Irmãs Redentoristas e seu Estilo de Vida Contemplativo. Recebi o horário das monjas, a organização de seu dia, quanto as orações, trabalhos, estudos, momentos de lazer, refeições, momentos de silêncio etc. Fiquei positivamente surpreendida. Gostei muito, de modo especial, da questão: ter tempo para rezar várias vezes durante o dia e fazer outras coisas.

Ao conhecer a Espiritualidade Redentorista, atraiu-me as devoções: O Mistério da Encarnação (a Criança do Presépio), a Paixão de Jesus ( Meditação da Via-Sacra), a Eucaristia, a devoção a Maria ( reza do terço). Isso tudo estava gravado em minha história de vida desde a infância. Acostumada com as práticas dos Redentoristas em minha cidade, confirmava, portanto, algo já existente em meu interior. Agora, restava-me, cultivar e aprofundar o que já amava percebendo como essência de vida.

O que mais imprecionava-me na Vida de Jesus era O Mistério da Encarnação < seu despojamento no presépio. Motivação para meditar o desapego ou esvaziamento tão falado e vivido por nossa Fundadora Maria Celeste Crostarosa.

Ir. Maria Gorette. OSSR

 

 

Quarta, 16 Novembro 2016 19:17

Espiritualidade

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Quando um Passarinho Voa...

 

 

Observe...Quando um passarinho voa, à medida que se eleva, ele entra num ar mais puro e está ao abrigo de predadores. Mais se eleva, mais fica em segurança. Assim a alma Cristã...Suba, pois, o quanto possível, para o ar puro e calmo de meu divino Ser. Ali gozará de delicioso silêncio e de grande segurança (L, Quarto Diálogo).

 

Maria Celeste não almeja a uma espiritualidade pela metade. Quando escreve a Regra para o Novo Instituto que o Senhor quer fundar, com ela e com seu amigo Afonso, ela convida suas Monjas não a se prenderem escrupulosamente a pequenas devoções ou a recitarem longas fórmulas prontas de oração, mas a se elevarem à contemplação do Deus de Jesus Cristo, Deus Pai em comunhão com o Filho, no Espírito Santo, a Santíssima Trindade. E mais: desdea primeira página, Maria Celeste evoca o projeto de Deus para o mundo, o "plano do Pai":

 

Eu tive o ardente desejo de dar ao mundo meu Espírito e de comunicá-lo a minhas criaturas dotadas de razão, para com elas e nelas viver até o fim dos tempos. No meu imenso amor, dei-lhes meu Filho único, e por ele lhes comuniquei  meu divino Espírito Consolador, para divinizá-los na vida, na justiça e na verdade, e a todos guardar em meu afeto, naquele que é o Filho do meu amor, o próprio Verbo (F-m, n. 1, Règle, but et Idée).

 

 

Eu lhes dei....comuniquei-lhes meu Espírito...para divinizá-los... O Deus de Maria Celeste é um Deus que toma a iniciativa. Ele é quem doa primeiro. Por quê? Para divinizar os seres humanos.
Este "plano do Pai" é uma idéia central em Maria Celeste. Ela segue o pensamento dos Padres da Igreja, como Irineu e Inácio de Antioquia, que repetiam: "Deus se fez homem, para que o homem pudesse tornar-se Deus". Por isso, sua espiritualidade é profundamente trinitária, ao mesmo tempo em que se mantém centrada no Cristo e seu mistério pascal. É, de fato, a partir do Cristo, Deus feito homem, morto no extremo de seu amor e ressuscitado, que o verdadeiro Deus se deixou ver. E ela volta frequentemente a esse tema em seus escritos:

 

Ò Amor, Verbo, Deus de meu coração! Sabendo que és a vida de todas as coisas que existem, como poderia eu explicar esse bem? És o ser e a vida de bondade no céu para todos os justos e todos os espíritos puríssimos do além, uma vez que é em ti que eles têm o existir, a vida e a luz da glória...

Olho o céu e contemplo as estrelas: és tu seu esplendor e sua beleza. É em ti que elas têm a vida e continuam a existir.

Olho o sol e a lua e vejo que és tu seu brilho e sua vida. Olho o mar: o bater das ondas, com seu brado sem palavras, ressoa como alegres vozes que ouço interiormente, pois que aí te manifestas, Verbo-Deus amor, como vida, sabedoria e seu ser.

Olho a terra, as plantas e as flores e as frutas...Sinto teu perfume, meu paladar degusta o sabor de doçuras eternas, porque és tu meu paladar e meu sabor, e és para mim um alimento mais doce que um favo de mel.

Todos os pássaros do céu alegram meus ouvidos com a doçura de seus suaves cantos, porque tu, Verbo de Deus, tu és como dulcíssima melodia no meio de todas as criaturas (S, pp. 254-255, jardin intèrieur, 10 janvier).

 

 

Verbo de Deus...Uma vez mais encontramos nessas linhas o eco do Evangelho de João, em que a palavra "Deus", como aliás em toda a Biblía, pode quase sempre ser completada pela palavra "Pai", pois ali representa uma pessoa divina distinta e não a natureza divina em sua generalidade: " No príncipio era o Verbo, a Palavra de Deus (o Pai), e o Verbo estava junto de Deus (o Pai), e o Verbo era Deus. Ele estava no principio junto de Deus (o Pai). Por ele tudo foi feito, e nada do que foi feito foi feito sem ele. Nele estava a vida..."(Jo 1, 1-5).

Este Filho do Pai, Maria Celeste o acolhe com alegria na hora da comunhão. É para ela o momento em que descobre que Jesus-hóstia lhe comunica o dom do Espírito Santo:

 

Nesta manhã, dia de pentecostes de 1738, pareceu-me, ó Verbo divino, que ao entrares em minha alma pela santa comunhão, teu divino Espírito ali penetrava como possantíssimo raio de luz.

Compreendi que em ti, Verbo do Pai, me era dado o Espírito da verdade. Eu o recebi em meu coração como uma seta de fogo, mas muito doce, que em mim consumia todas as minhas misérias e me fazia ver que eu era como uma criança de dois anos em teu coração. Ó meu Bem-amado, como poderia eu jamais saber explicar que tesouro inestimável, que riqueza sem limites, que bondade sem par és tu! (E, L'an 1738).

 

E nós hoje?

 

Quando oramos com as palavras do Pai nosso, será que pensamos nesse Deus Pai, que é amor? Que não é senão amor? É esse o Deus Pai que enviou seu Filho a esta terra para nos tornar possível descobrir seu amor e ver a Deus: "Quem me viu, viu o Pai"(Jo 14,9), dizia Jesus a Tomé,  incrédulo.

Será que pensamos no "plano do Pai"? Esse plano de salvação, de transformação da humanidade, sua eterna divinização de acordo com o modelo do Homem novo, o Cristo em sua glória de ressuscitado?

Quando dizemos "Pai nosso...seja feita a vossa vontade", será que pensamos em desgraças que podem advir sobre nós ou no grandioso plano do Pai sobre cada ser humano? Melhor: será que rezamos pelo triunfo de sua vontade amorosa em nós e ao nosso redor?

Por fim, quando recebemos a eucaristia, será que somos conscientes de que ela é um dom do Pai? Em seguida, será que acolhemos o dom do Filho, o Espírito Santo, que vem a nós como no dia de Pentecostes para nos inflamar no amor de Deus para com todos os homens?

 

Oremos com Maria Celeste

 

Pai eterno, meu Deus,

Verdade por essência, Santidade infinita,

mostra-me teu Filho,...

no qual estão todas as tuas complacências

e tua alegria eterna,

para que, por ele, eu te possua,

Pai santíssimo,

para que te ame com seu amor,

e ele te revele a mim,

para que eu te conheça na verdade

e te ame como o desejas e me pedes.

Luz inacessível,

na qual vejo todas as ciências sem erro,

Luz da qual as trevas não podem se aproximar

e que ilumina minha ignorância

Pai Santo,

dá-me este Filho, teu Verbo, que me resgatou...

Dá-me aquele que eu amo,

em quem espero e em quem eu vivo(E, L'an 1737) 

 

Terça, 15 Novembro 2016 19:13

Visita vocacionais

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No último final de semana tivemos em nossa comunidade a vísita de duas Vocacionadas. Elas puderam conhecer mais sobre nossa ordem e conviver em nossa comunidade. Os nomes delas são Rita de São Paulo e Regina do Rio de Janeiro, rezemos por elas. A Regina continua na portaria por mais uma semana, enquanto Rita voltou para sua cidade para organizar algumas coisas...Em breve teremos novidades, rezemos por elas!

 

 

 


Terça, 08 Novembro 2016 01:59

Irmã Emanuela entra nas irmãs Redentoristas

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Houve uma grande alegria no Mosteiro de Santo Afonso com a entrada da irmã Emanuela na comunidade de irmãs Redentoristas no dia 28 de outubro de 2016. Todas as irmãs cumprimentaram a nova irmã na porta do Claustro e entraram em procissão em direção a capela cantando "A alegria está no meu coração, Aleluia, quando ouvi dizer, vamos a casa do Senhor". O celebrante foi o padre Michael Murtagh, C.Ss.R. que acolheu a entrada da nova irmã.

O interessante é  que a Ir. Emanuele passou de um instituto para nossa ordem e para isso: "Para as irmãs vindas de outro Instituto religioso, o ano canonico é suficiente, mas não poderão ser admitidas à profissão solene, antes de ter passado três anos completos na Ordem, desde o término de seu noviciado"(Cân. 684, 4)(Estatuto 076)

 

 

 

Segunda, 31 Outubro 2016 19:31

Nascimento da Beata Maria Celeste Crostarosa

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Aniversário de nascimento de nossa fundadora:
É outono de 31 de outubro de 1969. Na casa que a família Crostarosa-Caldari possuem no bairro nobre, nasce uma menina. Seu aspecto delicado e fraco faz temer o pior e no dia seguinte a levam para batizar com toda pompa e alegria que caracterizam sua família.
Na paróquia de São José, o Maior recebe o sacramento do bastimo com o nome de Julia Marcela Santa que mudará em outro momento e será como a conhecerá a história: Maria Celeste.
Segunda, 17 Outubro 2016 16:40

Profissão dos Votos Temporários em Argentina

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Magnificat!!
Ontem, durante a celebração eucarística presidida pelo nosso pastor, na catedral de Magliano Sabina, em comunhão com toda a igreja, a nossa irmã Anna Maria fez os seus primeiros votos!!
Obrigado, Jesus '!!

 

Celebrar, em 18 de Junho de 2016, a Beatificação de Madre Celeste Crostarosa (1696-1755), é motivo de alegria evangélica não só para a Ordem do Santíssimo Salvador(Redentoristinas) e para a Igreja do mundo inteiro, mas também para nós Redentoristas que somos frutos dessa inspiração divina. Daí se faz fundamental reconhecermos nessa esplendorosa mulher, atualmente beata e apaixonada por Deus, o título de inspiradora da Congregação no Santíssimo Redentor, dentre outros inúmeros títulos que podemos deslumbrar nessa monja exemplar. Porém, aqui nos limitamos a contemplar em Crostarosa alguns traços fundamentais e marcantes de uma bela “alma religiosa chamada por Ele, [Jesus Cristo], em seu seguimento” (CROSTAROSA, Maria Celeste. Trecho daAutobiografia.Trad. J. B. Boaventura, p.17, acréscimo nosso) que é exemplo de motivação tanto para as monjas redentoristas, e as religiosas do mundo inteiro, como para nós, religiosos da Vida Consagrada.
Preliminarmenteo preconceito básico que podemos quebrar é aquele que relega a vida monástica há uma solidão e fechamento para vários aspectos da Vida Religiosa Missionária. Resolutamente as ordens monásticas são tanto religiosas e missionárias como as Congregações ou modos de Vida apostólicos. E diga-se de passagem, que uma coisa comum que nos uni e comungamos, independente de se estar na vida monástica ou apostólica, em casas de formação, ou paróquias missionárias, é a Vida Religiosa Consagrada. Na fundadora das Redentoristinas,Maria Celeste, encontramos essa digna e magnífica expressão de Religiosa. 
Como as primeiras virgens (nas proximidades do século III e IV) que buscaram uma vida em total dedicação as Deus e as coisas divinas, assim também foi Crostarosa, desde os 05 ou 06 anos, quando, conhecendo as misericórdia de Jesus para com ela, quis amá-lo e servi-lo, numa doação total de si mesma. Esse desejoíntimo e inquietante de Deus, que ela não sabia explicar inicialmente, é uma marca característica da radicalidade da Vida Religiosa.  A sua experiência espiritual brotava de uma sensibilidade feminina profunda para com a misericórdia do Pai e um desejo de agradar a Jesus, pois este “Ora dizia ao [seu] coração: Deixa as criaturas, ama-me somente. Ora dizia: Vem a Mim entrega-te toda a meu amor e eu te darei os verdadeiros contentamentos” (Ibidem,p. 19, acréscimo nosso). A radicalidade do amor, numa intimidade profunda, desembocava em um amor apaixonado por Jesus. Assim desde muito nova “ela mandava seus suspiros amorosos a Deus, [e], muito frequentes, tinha desejos e ardor na vontade, e não sabia como satisfazê-los” (Ibidem, p.18). Portanto, esse desejo profundo de fazer comunhão com Deus, a partir dessa sensibilidade profunda de fé é o primeiro elemento da essência de sua religiosidade, que deve inspirar a nossa trajetória, enquanto religiosos (as).
Outro elemento característico de sua espiritualidade, enquanto inspiração para Vida Religiosa, era a oração. Não se trata portanto, de práticas metodológicas e formas oracionais, mas de uma intimidade profunda com Deus, com Jesus misericordioso, que arrebatava-a muitas vezes em um amor profundo porJesus. Os exercícios espirituais de São Pedro de Alcantara, os momentos de profunda meditação, o silêncio interior e exterior, e os momentos de recolhimentos para rezar,a fim de se encontrar com Deus, foramos instrumentos iniciais da sua vidaque a possibilitou progressos na vida de oração e maturidade espiritual. Porém, outros recursos oracionais marcam a experiência crostarosiana. Todos esses meios foram contributos para que ela aprofundasse e amadurecesse sua experiência de fé e comunhão com Deus. Por meio disso, ela crescia na sua unidade com Deus a tal ponto de estar “toda cheia de bons desejos com resolução grande de se dar toda a Deus, e começar verdadeiramente uma vida santa” (Ibidem, p. 21).Neste sentido observamos a amplitude, profundidade e extensão da experiência de oração que Irmã Celeste tinha, tão necessário nos tempos atuais para a Vida Religiosa.
Se a Vida Consagrada tem sua expressão espiritual e jurídica nos votos evangélicos, para a Beata Celeste tal profissão religiosa não se sustenta como práticas ou normas formais.Se certa tradição do seu tempo relegou os votos na sua experiência formal negativa do “não pode”, em Crostarosa tal experiência é substituída por um significado profundo único e atual: a unidade e permanecia no amor misericordioso de Deus. A sua forma de viver a profissão era mais do que normaspráticas acéticas que não possuíam sentido em si mesma. Segundo sustenta Domenico Capone sobre Celeste, ela “professa não a pobreza, mas Cristo pobre; não a obediência, mas Cristo obediente; não a castidade, mas Cristo que, com a pureza de seu ser,[...] ama a Deus e ama a todos os homens”(CAPONE, 1999, p.25).Na sua experiência religiosa, os votos e regras de vida, eram prescindidos de umafonte motivadora, que impulsionava-a para a liberdade evangélica e realização da Vida Consagrada de modo mais substancial, e além das regras. Era a comunhão dialogal, espiritual, experiencial com a Santíssima Trindade, e de modo especial Jesus, seu esposo, que fazia com que ela não só vivesse a Vida Religiosa Monástica, mas empreendesse um espírito renovado e autônomo a frente de seu tempo. Podemos dizer que a inspiração de Crostarosa na Vida Religiosa é a abertura da consciência livre e autônoma para as investiduras que o Espírito nos chama, nesse modo de vida, para realizar com maestria a vontade de Deus.
Outro fator característico desta Beata é a experiência da fraternidade evangélica. Ora se a vida monástica a colocava em vários momentos de oração, contemplação e recolhimento, por outro lado se tinha os momentos de encontros, entretenimentos e recreios comunitários. Nessa experiência podemos dizer que ela possuía um projeto de vida que atendia as necessidadesevangélicas de suas irmãs. A partir da sua regra de vida, emitida pela experiência espiritual com Jesus, ela se orientava na vida fraterna para habitar e conviver entre as irmãs, a fim “de ajudar sua eterna salvação e o bem de suas almas”(Ibidem, p. 39). A fonte dessa disposição fraterna era a experiência do seu amado Jesus: “Amarás o teu próximo, e não lamentarás de qualquer coisa que te for feita por ele” (Ibidem, p. 40). Assim se expressava Jesus na experiência dialogal dela: “Quando tu sentires as graças e os bens que eu compartilho com teu próximo, tu te comprazerás como se o tivesses recebido” (Ibidem.). Essa é a alegria com o crescimento de felicidade evangélica do outro. É expressão da verdadeira fraternidade e caridade que brota do coração de Deus. A fraternidade presente em Crostarosa é estímulo iluminante para a Vida Religiosa.
Outro elemento significativo no itinerário da vida de Crostarosa, exemplar para a Vida Religiosa, é a prática das virtudes evangélicas teologais: fé, esperança e caridade. Estas, apesar de não ser explicitada nas regras monásticas feita por ela, estavam contidas nas nove regras do Instituto. Sobre as virtudes praticadas por ela podemos destacar a humildade, a abnegação de si e a mansidão profética, dentre outras. Em suma, todas as virtudes possuem sua fonte na experiência espiritual com Cristo. “Ele é uma escada mística onde o homem sobe da terra ao Céu[...]. Portanto o homem ascende das misérias desta terra por meio desta escada mística de ouro que são as virtudes da vida de nosso Senhor Jesus Cristo”(Ibidem, p.56). Se a vida de Celeste e a construção das regras religiosas são marcadas pelo progresso virtuoso, as vias para tal empreendimento “são as obras e as virtudes de Jesus Cristo que se fazem obras da [sua] própria alma pela graça”(Ibidem. Acréscimo nosso).
Assim, de tal modo podemos perceber que a beata vida não consiste nas práticas formais, mas em uma experiência baseada nas verdades da fé, em que esta “é infusa em nosso intelecto por dom sobrenatural”(Ibidem.), isto é, por dom divino que transcende a natureza humana, como acentua São Paulo em relação a graça de Deus(2Cor.12, 7-9). “E a vida é o amor, e a união com o amado Verbo. E portanto se conclui ser Ele peregrino naqueles que são unidos a Ele por amor e unção verdadeira pela fé, pelas obras santas e pela graça do Espírito Santo”(Ibidem.).
A leitura-oracional-meditativo-contemplativo das Sagradas Escrituras, a Celebração eucarística, a Adoração ao Santíssimo Sacramento e a Confissão são práticas sacras e litúrgicas de fé, constantemente realizada por Crostarosa na sua Vida Religiosa. Sem tais elementos não é possível entender a sua espiritualidade cristocêntrica e muito menos a mística que se desabrocha na sua espiritualidade. Esse percurso deve nos inspirar para a radicalidade evangélica, no itinerário da Vida Religiosa, e para encontrarmos as fontes fundamentais dos novos caminhos de evangelização. Em Crostarosa também encontramos elementos significativos da piedade popular como as práticas devocionais da reza do terço e as meditações oracionais de são Francisco de Sales. Neste sentido, a piedade popular e práticas devocionais são recursos que auxiliam na promoção da Vida Religiosa.


Por fim, podemos perceber que a Beata Crostarosa passou por um bom discernimento na sua maturação religiosa espiritual. E isso se fez pela colaboração dos diretores espirituais, confessores, amigos próximos, irmãs e irmãos religiosos. Sua postura de diálogo, comunhão, críticas, conflitos e inspiração divina, no seu tempo, só acentua o caráter comunitário de sua religiosidade e a necessidade de responder, conforme os desígnios de Deus, as exigência do seu tempo, na realidade da vida monástica.  A fundação da Ordem do Santíssimo Salvado, as reformas e mudanças que ela empreendeu nos mosteiros por onde passou, qualifica-a como pioneira do seu tempo, e devem nos inspirar para empreender semelhante renovação na Vida Religiosa Consagrada conforme os sinais do tempos atuais e suas as diversas realidades.Que a Bem aventurada Maria Celeste Crostarosa nos ajude a ser sal da terra e luz do mundo no cotidiano da vida religiosa.
 
Noviço Redentorista Isaias
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